Para um hotel corporativo, poucos indicadores dizem tanto sobre a saúde do negócio quanto o percentual de reservas vendidas diretamente pelo motor de reservas, sem passar por comissão de OTA. É justamente nesse indicador que o Hotel Ca’d’Oro apresentou um dos avanços mais relevantes de sua operação em junho de 2026.
O hotel, historicamente marcado por alta dependência de OTAs um padrão comum entre hotéis de perfil corporativo, que recebem grande volume de viajantes a negócio via plataformas de terceiros, registrou um crescimento de 36,59% nas vendas realizadas diretamente pelo motor de reservas em junho de 2026, na comparação com junho de 2025.
Hotéis corporativos como o Ca’d’Oro costumam enfrentar um desafio estrutural: o hóspede a negócio busca praticidade e frequentemente reserva pela OTA que já usa no dia a dia, sem comparar preços diretamente com o site do hotel. Isso gera dependência de canais que cobram comissão sobre cada reserva reduzindo a margem líquida da operação mesmo quando a ocupação está saudável.
Reverter esse padrão não significa deixar de vender pelas OTAs, e sim construir um canal direto competitivo o suficiente para capturar uma fatia maior da demanda sem intermediação. É esse movimento que os números de junho de 2026 começam a evidenciar.
cresceram 36,59% em junho de 2026 frente a junho de 2025. Um salto dessa magnitude em um único mês normalmente indica ação direta sobre pelo menos uma destas frentes:
Um mês isolado pode ser explicado por sazonalidade ou eventos específicos. Por isso, olhar o trimestre é o que dá consistência à leitura. Na comparação entre abril, maio e junho de 2025 e o mesmo período de 2026, as vendas diretas do Hotel Ca’d’Oro cresceram 11,70%.
O fato de o crescimento trimestral ser mais moderado que o de junho isoladamente é, na verdade, um dado importante: mostra que junho foi um mês de aceleração dentro de uma tendência que já vinha em curso nos meses anteriores e não um pico isolado sem repetição.
Cada ponto percentual de reserva que migra de OTA para canal direto representa redução de comissão paga e aumento de margem líquida por diária vendida sem necessariamente exigir aumento de tarifa ou de ocupação. Para um hotel corporativo, isso é especialmente relevante porque o público de negócios tende a ser recorrente: um hóspede que passa a reservar direto uma vez tem alta probabilidade de repetir o comportamento em estadias futuras.
Esse é o tipo de resultado que reforça, na prática, um princípio central da gestão de receita hoteleira: crescer em ocupação é importante, mas crescer em canal direto é o que protege a margem no longo prazo.
Para um hotel de perfil corporativo segmento historicamente mais vulnerável à intermediação de canais esse movimento representa ganho direto de margem e maior controle sobre o relacionamento com o hóspede.
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